sexta-feira, 26 de março de 2010

O Coelho da Páscoa


Ontem recebemos uma carta muito especial, num envelope amarelo.

Querem saber de quem era?


Desta vez não era da bruxa Mimi mas sim do Coelhinho da Páscoa.

Ele prometeu visitar-nos e não é que apareceu hoje? Mesmo com aquela chuva toda ele não se esqueceu de nós...



Para além de todos os meninos do nosso jardim, sala 1, 2, 3, e 4 também estavam presentes os meninos do J.I. dos Correios e das Campinas.



Ficamos todos muito felizes apesar das condições climatéricas não nos permitirem ir procurar os ovos escondidos no exterior, eles chegaram até nós através da ajuda da Professora Ana...



Feliz Páscoa a todos...

Contadora de histórias...


Ontem tivemos um visita muito especial: Clara Haddad uma contadora de histórias que mais do que nos contar histórias, encantou-nos a alma.

Clara Haddad nasceu em S.Paulo e em 2005 fixou-se no Porto. É aqui que desenvolve os seus projectos «Contos da Carochinha- Brincadeiras com Arte», onde dinamiza workshops de dança teatro e arte de contar histórias. Integra a equipa de serviço educativo do Hospital Pedro Hispano onde desenvolve um projecto pioneiro que une contos, meditação e visualização criativa com crianças hospitalizadas.
É também programadora do «Quarta dos Contos».

Ela deliciou-nos com 3 histórias:

"A Árvore Mágica e o menino medroso";
"A casa da mosca fosca";
"O Caracol".

Todas magníficas mas gostámos especialmente da "A casa da mosca Fosca" que já a conhecíamos e também a da Árvore Mágica por transmitir uma mensagem muito bonita...

Acreditar que os sonhos são possíveis de concretizar:

Basta querermos...

Mas querermos muito,

querermos com muita muita força...
Nunca deixem de sonhar, o sonho é uma força que nos faz acreditar que tudo o que é mau se pode tornar bom.


Aqui fica um slide da nossa magnífica experiência...





quinta-feira, 25 de março de 2010

Primavera, Livros e Escritores




Alguns dias passaram e a semente sentiu o seu corpinho a inchar, a inchar… parecia que ia rebentar. Sentiu uns arrepios e uma grande força se apoderou dela e, de repente um tronquinho saltou de dentro do seu corpo.

E, foi assim que a transformação daquela pequenina bola, chamada Semente, aconteceu. A força da Primavera fez com que a Semente germinasse. Aquela força que sentia dentro dela era para lhe dar vida. Uma vida diferente daquela que estava a viver. E, não só germinou, como saltou para fora da terra. Depois do pequenino tronco, saltou uma folhinha, depois outra e mais outra, até que tomou a forma de uma minúscula árvore. Os seus olhitos finalmente se abriram totalmente e admirou-se com o que viu. O mundo em que se encontrava era diferente do que ela tinha visto lá de cima do céu e teve o pressentimento de que estava errada, porque aquilo que via, sentia e lhe estava a acontecer, não lhe parecia natural, pois nunca tinha vivido aquilo. Havia qualquer coisa de errado, mas que ela não entendia…»





Ana Leal, natural do concelho de Paços de Ferreira, professora do Ensino Básico, concluiu o Curso do Magistério Primário em 1978. Uns anos mais tarde licenciou-se em Português/Francês e fez o Curso de Bibliotecária. Desde criança que teve uma grande paixão pela escrita. Ao longo da sua carreira profissional trabalhou sempre com crianças entre os 5 e os 15 anos, estando a escrita e o incentivo à leitura presentes no seu dia a dia. O sonho de há muito tornou-se agora realidade – a oportunidade de lançar a sua primeira obra literária, destinada aos mais pequenos.


quarta-feira, 24 de março de 2010

Comemoramos hoje o Dia da Poesia.

«... Porque a poesia é uma aventura
que tem asas brancas de fada

e o gosto tão doce da ternura...»


Assim diz o poeta José Jorge Letria, e foi o que fizemos... demos asas à aventura.
Enquanto A Prof Carla lia este poema que aqui deixamos, cujo autor desconhecemos,
estivemos a desenhar...
onde quisemos...
como quisemos...
dando largas à imaginação e à criatividade.

O resultado foi este...



"Hoje é um dia importante:
Chegou a Primavera;

A prima das flores

E todos se vestiram de novo

Para a receber!

E ela ficou tão contente:

Sorriu para as árvores,
E encheu-as de flores.

Sorriu para os campos

E encheu-os de verde.

Sorriu para os meninos

E encheu-os de alegria,

E os meninos

Vestiram-se de malmequeres

Voaram com as borboletas,
Cantaram com os rouxinóis
E juntos, de mãos dadas,

Levaram a Primavera a todas as coisas!"


Plantação da Árvore

Para receber de braços abertos a Primavera nada como fazer o melhor que podemos fazer pela Natureza:
Plantar Árvores...

Pois é, plantamos uma árvore num vaso improvisado para futuramente, quando estiver mais forte, a transplantarmos para o jardim da nossa escola.
A nossa árvore tem um nome estranho: Ácer...
É uma árvore muito bonita...


Nem a minhoquinha que encontramos escapou... ela está ao pé da nossa árvore e quem sabe não a levaremos um dia destes para a nossa sala para um terrário?

Quando ela for grande, se a soubermos tratar bem, pode ficar assim.

Tão bonita, não acham?


A Primavera chegou...

Como a Primavera chegou, nada como lhe dar as boas vindas com a elaboração de uma linda Árvore toda florida.



Usámos forminhas para fazer bolinhas e pintamos e ficaram umas flores muito originais não acham?



Porto de Crianças

Nesta 2ª sessão do Projecto Porto de Crianças recebemos o Sr. Jorge que nos veio mostrar como podemos ver o arco-íris.
Distribuiu CD's gravados e com a ajuda de uma lanterna a iluminar o CD podiamos ver as cores do arco-íris projectadas no tecto, no chão, na parede. A este processo chama-se difracção da luz (é a interferência entre dois raios de luz, quando a luz passa por dois orifícios).






Também fizemos uns piões...
Tivemos que pintar um círculo de papel com as cores vermelho e azul em sítios específicos. Depois de pintado esse círculo foi fixado em cartolina e colamos um pequeno pauzinho no centro. Ao rodar o pião aparece a cor roxa (surge da mistura do vermelho com o azul).




Tivemos oportunidade também de ver o arco-íris através de uma lanterna a iluminar um copo de água. Este processo chama-se refracção (refração da luz é o desvio que um raio luminoso sofre ao passar, de forma oblíqua, de um meio transparente para outro, como, por exemplo, ao passar do ar para a água).

Adorámos a experiência...

Artigo de Daniel Sampaio ' MAIS ESCOLA?'

«Quando um aluno entra na escola às 8h e sai às 20h, tem pai/mãe em média 3h por dia. Que geração estamos a criar?

PUBLICO.PT

Contra a escola-armazém

Merece toda a atenção a proposta de escola a tempo inteiro (das 7h30 às 19h30?), formulada pela Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap). Percebe-se o ponto de vista dos proponentes: como ambos os progenitores trabalham o dia inteiro, será melhor deixar as crianças na escola do que sozinhas em casa ou sem controlo na rua, porque a escola ainda é um território com relativa segurança. Compreende-se também a dificuldade de muitos pais em assegurarem um transporte dos filhos a horas convenientes, sobretudo nas zonas urbanas: com o trânsito caótico e o patrão a pressionar para que não saiam cedo, será melhor trabalhar um pouco mais e ir buscar os filhos mais tarde.

Ao contrário do que parecia em declarações minhas mal transcritas no PÚBLICO de 7 de Fevereiro, eu não creio à partida que será muito mau para os alunos ficar tanto tempo na escola. Quando citei o filme Paranoid Park, de Gus von Sant, pretendia apenas chamar a atenção para tantas crianças que, na escola e em casa, não conseguem consolidar laços afectivos profundos com adultos, por falta de disponibilidade destes. É que não consigo conceber um desenvolvimento da personalidade sem um conjunto de identificações com figuras de referência, nos diversos territórios onde os mais novos se movem.

O meu argumento é outro: não estaremos a remediar à pressa um mal-estar civilizacional, pedindo aos professores (mais uma vez...) que substituam a família? Se os pais têm maus horários, não deveriam reivindicar melhores condições de trabalho, que passassem, por exemplo, pelo encurtamento da hora do almoço, de modo a poderem chegar mais cedo, a tempo de estar com os filhos? Não deveria ser esse um projecto de luta das associações de pais?

Importa também reflectir sobre as funções da escola. Temos na cabeça um modelo escolar muito virado para a transmissão concreta de conhecimentos, mas a escola actual é uma segunda casa e os professores, na sua grande maioria, não fazem só a instrução dos alunos, são agentes decisivos para o seu bem-estar: perante a indisponibilidade de muitos pais e face a famílias sem coesão onde não é rara a doença mental, são os promotores (tantas vezes únicos!) das regras de relacionamento interpessoal e dos valores éticos fundamentais para a sobrevivência dos mais novos. Perante o caos ou o vazio de muitas casas, os docentes, tantas vezes sem condições e submersos pela burocracia ministerial, acabam por conseguir guiar os estudantes na compreensão do mundo.

A escola já não é, portanto, apenas um local onde se dá instrução, é um território crucial para a socialização e educação (no sentido amplo) dos nossos jovens. Daqui decorre que, como já se pediu muito à escola e aos professores, não se pode pedir mais: é tempo de reflectirmos sobre o que de facto lá se passa, em vez de ampliarmos as funções dos estabelecimentos de ensino, numa direcção desconhecida.

Por isso entendo que a proposta de alargar o tempo passado na escola não está no caminho certo, porque arriscamos transformá-la num armazém de crianças, com os pais a pensar cada vez mais na sua vida profissional.

A nível da família, constato muitas vezes uma diminuição do prazer dos adultos no convívio com as crianças: vejo pais exaustos, desejosos de que os filhos se deitem depressa, ou pelo menos com esperança de que as diversas amas electrónicas os mantenham em sossego durante muito tempo. Também aqui se impõe uma reflexão sobre o significado actual da vida em família: para mim, ensinado pela Psicologia e Psiquiatria de que é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não faz sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja. Gostaria, pois, que os pais se unissem para reivindicar mais tempo junto dos filhos depois do seu nascimento, que fizessem pressão nas autarquias para a organização de uma rede eficiente de transportes escolares, ou que sensibilizassem o mundo empresarial para horários com a necessária rentabilidade, mas mais compatíveis com a educação dos filhos e com a vida em família.

Aos professores, depois de um ano de grande desgaste emocional, conviria que não aceitassem mais esta "proletarização" do seu desempenho: é que passar filmes para os meninos depois de tantas aulas dadas - como foi sugerido pelos autores da proposta que agora comento - não parece muito gratificante e contribuirá, mais uma vez, para a sua sobrecarga e para a desresponsabilização dos pais.»

Para os pais que nos visitam, pela sua dedicação e interesse,


Ana Barroca